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Ed Sheeran e o novo marco dos Direitos Autorais em músicas e fonogramas


Compilado e atualizado por Bruno Lagana Falqueiro. Notícias de Portal G1, Veja e UOL.




1) Ed Sheeran é inocentado em caso de plágio de música de Marvin Gaye


Veredito do júri foi anunciado nesta quinta-feira (4/maio/2023). Cantor estava sendo processado por supostamente copiar trechos da música 'Let's Get it On' em 'Thinking Out Loud'.

Ed Sheeran foi inocentado no julgamento de caso de plágio de música de Marvin Gaye. Segundo a imprensa internacional, o cantor não foi considerado responsável por copiar "Let's Get It On", um dos clássicos do artista. O veredito do júri foi dado nesta quinta-feira (4).


Os pleiteantes apontaram progressões de acordes e ritmos semelhantes nas duas canções.


Segundo o jornal The Guardian, Ed Sheeran abraçou sua advogada logo após o anúncio do veredito. O cantor ainda se disse "feliz" por ter derrotado alegações de direitos autorais que ele afirmou serem "sem base".


Na saída do tribunal, Ed Sheeran leu um comunicado à imprensa no qual afirmou: "É devastador ser acusado de roubar a canção de alguém quando colocamos tanto trabalho em nosso meio de sustento. Eu sou só um rapaz com uma guitarra que ama escrever músicas para as pessoas curtirem".


Antes do anúncio, em seu argumento final de defesa no tribunal federal de Manhattan, a advogada Ilene Farkas disse que "não havia um único fragmento de evidência" para contradizer o depoimento de Sheeran e de sua co-compositora Amy Wadge, que disseram aos jurados que escreveram "Thinking Out Loud" com base em suas próprias experiências e com inspiração musical no cantor Van Morrison.


"Eles criaram 'Thinking Out Loud' de forma independente", disse Farkas.

Farkas disse ao júri que esses eram "blocos de construção musicais básicos" dos quais ninguém é dono. Ela disse que uma testemunha especialista dos herdeiros tentou enganar o júri argumentando que as melodias das duas canções eram semelhantes.

"Você pode ouvir com seus próprios ouvidos como essas melodias soam quando tocadas", disse Farkas. "Eles não são nem remotamente semelhantes."

Gaye, falecido em 1984, colaborou com Townsend, que morreu em 2003, para escrever "Let's Get It On". A música liderou as paradas da Billboard em 1973. "Thinking Out Loud" alcançou a segunda posição na Billboard Hot 100 em 2015 .


Na última semana, Sheeran havia afirmado que deixaria a indústria se perdesse o caso. "Se isso acontecer, estou parando. Eu acho um verdadeiro insulto dedicar toda a minha vida sendo um artista e compositor e ter alguém diminuindo isso".


2) Como a decisão que inocentou Ed Sheeran de plágio afeta toda a música pop


O inglês Ed Sheeran, 32, foi inocentado na quinta-feira, 4, em processo que o acusava de plágio. A decisão, tomada por um júri nos tribunais de Nova York, é vitória não só para Sheeran, mas para a indústria musical como um todo — segundo o próprio cantor, colegas o apoiavam nos bastidores. A razão vai além da solidariedade: a derrocada de Sheeran poderia significar que eles seriam os próximos.


Ano após ano, queixas parecidas atingem outros artistas e hits badalados da música pop. No entanto, são raros os casos que vão a julgamento — geralmente, acordos são realizados com discrição, antes de se tornarem públicos. A decisão de Sheeran em levar o caso adiante e depender do veredicto imprevisível de um júri (ou seja, pessoas leigas quanto a questões de técnica musical) indica que ele estava disposto a provar um ponto. Por extensão, acabou representando tantos outros compositores, que ficaram mais temerosos com litígios relacionados a direitos autorais depois de um caso emblemático: em 2015, Robin Thicke e Pharrell perderam um processo para o espólio de Marvin Gaye (1939-1984), quando o sucesso Blurred Lines foi considerado plágio de Got to Give It Up.


No caso atual, o espólio de Ed Townsend (1929-2003), coautor do hit setentista Let’s Get It On (também eternizado na voz de Marvin Gaye), acusou Sheeran de copiar “progressões harmônicas” e “elementos melódicos e rítmicos” em sua música Thinking Out Loud. Nos tribunais, Sheeran encarou a queixa como uma piada de mau gosto, chegando até a sugerir que deixaria a carreira se a decisão final do julgamento não fosse favorável a ele. O advogado da acusação argumentou com um vídeo de um show em que Sheeran toca seu single e, em seguida, transiciona para o hit de Gaye. “A maioria das canções pop pode caber na maioria das canções pop”, respondeu o astro. “Se eu tivesse feito o que você está me acusando de fazer, eu seria um idiota por subir no palco na frente de 20.000 pessoas e fazer essa conexão.”.


Foi a partir deste princípio básico que a defesa de Sheeran se baseou: na música pop, há certos padrões comuns, formulados a partir de progressões similares de acordes. Ou seja, elementos que acabam se repetindo em inúmeras canções do gênero, justamente por sua simplicidade – o que, por vezes, torna certas composições até genéricas. Logo, ninguém teria propriedade sobre tais estruturas, e sua reprodução não configura plágio. Tal noção pode soar óbvia para quem costuma ouvir música pop – talvez por isso o cantor tenha ficado tão revoltado com a denúncia. Para provar seu ponto, Sheeran chegou a pegar um violão no tribunal, mostrando a semelhança entre várias outras canções populares, como as de Van Morrison, Blackstreet, Nina Simone e Bill Withers.


Thinking Out Loud, de 2014, é um dos maiores sucessos do inglês. A faixa conquistou o Grammy de canção do ano em 2016. Já o processo foi aberto em 2017, mas só chegou ao tribunal federal americano neste mês. No ano passado, Sheeran venceu outra acusação de plágio no Reino Unido pela música Shape of You, feita por dois compositores pouco conhecidos.




3) Ed Sheeran lidera as paradas do Reino Unido com álbum "Subtract" após vitória em julgamento de direitos autorais

Escrito por Marie-Louise Gumuchian. Reuters.

Leia a íntegra em https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/05/12/ed-sheeran-lidera-as-paradas-do-reino-unido-com-album-subtract-apos-vitoria-em-julgamento-de-direitos-autorais.htm O astro pop Ed Sheeran liderou as paradas musicais do Reino Unido com seu último álbum, o aclamado pela crítica "Subtract", nesta sexta-feira, uma semana depois de vencer um julgamento de direitos autorais nos Estados Unidos por conta de um de seus maiores sucessos.


"Subtract", o sexto álbum de estúdio do cantor e compositor britânico, foi direto para o número 1, ampliando a "sequência impecável" de Sheeran de álbuns no topo das paradas, disse a Official Charts Company.


O disco é o que vendeu mais rapidamente em 2023 até agora, com 76.000 unidades em sua semana de abertura, sendo quase três quartos de cópias físicas, disse a empresa, acrescentando que "Subtract" também foi o álbum de vinil mais vendido da semana.


"Subtract também faz com que Ed Sheeran ultrapasse o 'The 1975' na lista de artistas que alcançaram o topo com todos os seus álbuns de estúdio, agora ostentando seis, em comparação com os cinco da banda", disse a Official Charts.


Sheeran estava trabalhando no álbum há algum tempo, mas o reescreveu no início do ano passado, após um mês turbulento, no qual seu melhor amigo, o empresário musical britânico Jamal Edwards, morreu, e sua esposa grávida foi diagnosticada com um tumor que só poderia ser removido após o nascimento do filho. Ele também estava enfrentando um julgamento de direitos autorais no Reino Unido sobre sua música de 2017 "Shape of You", um processo que ele acabou ganhando.


Mais moderado do que seus álbuns anteriores, "Subtract" recebeu elogios da crítica, com o jornal The Telegraph chamando-o de "um poderoso bálsamo para almas sofredoras", enquanto o The Guardian o aclamou como "facilmente seu melhor álbum de todos os tempos".


Seu sucesso veio uma semana após um júri em um tribunal federal de Manhattan decidir que o sucesso de Sheeran em 2014, "Thinking Out Loud", não copiou ilegalmente a música clássica de 1973 de Marvin Gaye, "Let's Get It On" --um veredito que Sheeran disse que ajudará a proteger o processo criativo de compositores nos EUA e no mundo.

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